31
jan

Plantão Médico  

Posted by Max Amaral. in

Erica, tadinha...


Para quem ainda não sabe: na sexta feira, dia 21, eu levei a Erica para tomar vacina. No sábado, ela apareceu com uma febrezinha. No domingo, a febre aumentou e vimos algo estranho: as mãos e os pés dela ficaram azulados quando fomos dar um banho para abaixar a febre, e a água nem estava fria. Segunda feira, 4 da manhã, febrão e ela voltou a ter os pés e as mãos azulados, e começou a tremer. Corremos para um hospital pediátrico mas, logo que saímos de casa, a Denise viu que ela estava ficando com o rosto azul também, e estava com dificuldade para respirar. Na pressa, corremos para a emergência do hospital mais perto aqui de casa, e ela entrou direto lá.

Bão, emergência de hospital americano, né: quando eu dei por mim, tinha 6 médicos/residentes/enfermeiros se debruçando sobre ela (um deles índio, olha que chique: Joe Black Wolf). Todos treinadíssimos em emergências, facadas, tiros, atropelamentos, essas coisas. Nenhum fazia a menor idéia do que fazer com uma garotinha de 5 meses de idade. Tentaram 9 (nove!!) vezes pegar uma veia dela para colocar soro, e nada. O médico chefe queria fazer punção lombar, fizeram radiografias, acho que até operação de amídalas consideraram. Mas conseguiram dar oxigênio e ela, aparentemente, ficou bem.

Resolveram nos transferir para um quarto da pediatria. Chegamos lá, duas enfermeiras com cara de burras brincaram com ela, viram que ela não estava com febre e foram cuidar das suas respectivas vidas. O problema é que, segundos após elas sairem do quarto, a Erica começou de novo a tremer, e a ficar azul, e a ter febre, e a não respirar direito. Chamamos as enfermeiras, que não acreditaram no que estávamos falando, e demoraram bagarai para vir checar. Chamaram a pediatra de plantão*. Ela tinha saído para almoçar, acho que nem ia voltar mais. As enfermeiras entraram em pânico e acionaram um código qualquer de emergência do hospital, o que fez com que o quarto se enchesse de médicos, residentes, enfermeiro(a)s, faxineiros, administradores, policiais e outros curiosos. Nenhum deles fazia a menor idéia de como agir com crianças.

A Erica chorava desesperadamente. O coração dela disparou, chegou a 242 batimentos por minuto, os médicos começaram a ter medo de que ele não iria aguentar o tranco. A Dê se agarrou com ela e começou a cantar no ouvido dela, tentando acalmá-la. Com muito esforço, conseguiram estabilizar o quadro e, depois que todo mundo saiu (juro, cheguei a contar 12 pessoas em volta dela de uma só vez) e ela se acalmou, veio uma ambulância para levá-la para outro hospital, onde havia uma UTI pediátrica (coincidentemente, o mesmo hospital onde ela nasceu).

O nível era outro. As enfermeiras e os médicos passavam direitinho a idéia de que sabiam o que estavam fazendo. Nos sentimos um pouco mais tranquilos pela primeira vez desde as 4 da manhã.
O resumo da ópera foi o seguinte: ela teve uma infecção urinária brava. Com a reação à vacina que tomou na sexta feira, o corpo teve que lutar com mais do que dava conta e, aparentemente, alguma bactéria chegou a entrar na corrente sanguínea, o que explica a cor azul e a tremedeira. Mas tomou os antibióticos (ainda está tomando, na verdade) e já está boa feito um côco, falando mais que pobre na chuva e tentando pegar o rabo do O'Malley.

Tivemos que ficar na UTI segunda e terça feira, mas à noite já fomos para um quarto comum. Na quarta feira, alta. Não voltou a ter febre desde segunda e já está normalzinha de novo, rindo, conversando e tentando fazer coisas que ainda não sabe, como mexer no computador ou andar.

Na verdade, não está tão normalzinha assim, não: está comendo feito uma desesperada, acho que vem mais uma onda de crescimento por aí. Começamos a dar comida para ela - banana, maçã, batata doce - e ela berra entre uma colherada e outra, impaciente pela demora de ter mais comida na boca.

Ou seja, temos nossa menininha de volta.

Mas, putz! Ela passar exatamente pela mesma coisa (infecção urinária brava que manda para a UTI) que o Henrique passou quando tinha 4 meses de idade é uma coincidência muito cruel...
* Denise acabou de me ligar: a pediatra de plantão do primeiro hospital, que nem estava lá quando a Erica passava mal, e que no máximo assinou papéis para que ela fosse transferida para a UTI de outro hospital, acabou de apresentar uma conta de US$ 1.019,00. Advinha se não vai ter briga...

15
jan

só a bailarina que não tem...  

Posted by Max Amaral. in ,

A atual música favorita da Erica...

12
jan

Pagodearam o U2  

Posted by Max Amaral. in ,

S E N S A C I O N A L ! ! !



pe esse: acho que merece um comentário:
apesar de achar a "solução" musical sensacional, é muito esquisito ver uma letra dessas cantada com tanta alegria e descontração...
Acho que grande parte do povo ali não sabe o que está sendo dito...

10
jan

Começando os trabalhos em 2011  

Posted by Max Amaral. in

10
jan

The Pentagon Wars  

Posted by Max Amaral. in , ,

Infelizmente, não achei legendado.
Mas esse vídeo é de uma comédia de humor negro da HBO de 1998 chamada "The Pentagon Wars", com o nosso grande Toby (Richard Schiff), de West Wing.



o diálogo final é ótimo:
Col. Robert Laurel Smith: "In summation, what you have before you is..."
Sgt. Fanning: "A troop transport that can't carry troops, a reconnaissance vehicle that's too conspicuous to do reconnaissance..."
Lt. Colonel James Burton: "And a quasi-tank that has less armor than a snow-blower, but carries enough ammo to take out half of D.C. THIS is what we're building?"


O mais engraçado disso é a semelhança com a realidade: olhe esse vídeo aqui da apresentadora da MSNBC Rachel Maddow (uma das minha ídalas nessa terra de Sarahs Palins) falando dos gastos de um programa militar fracassado.
E a direita americana quer cortar 100 bilhões de dólares do orçamento, mas ninguém tem coragem de olhar para o orçamento da Defesa...



Visit msnbc.com for breaking news, world news, and news about the economy

10
jan

Comercial  

Posted by Max Amaral. in

Sensacional!!

09
jan

Jogando por música  

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