23
nov
Família
Já viu um seriado chamado "Parenthood"?
Uma família com todos os problemas e alegrias do mundo (mas todo episódio termina bem, então vale a pena).
Tem o irmão mais velho, o responsável, o esteio da família, o cara em quem se pode confiar, já que o pai é meio aloprado e a mãe, meio distante. Esse irmão mais velho tem uma filha adolescente completamente irreal - gente boa, responsável, não crisenta - e um filho com Asperger (o ator tem a doença de verdade).
Tem a irmã doida, que engravidou cedo, escolheu todos os caras errados na vida, e continua enfiando os pés pelas mãos. Ela volta a morar com os pais, trazendo os dois filhos adolescentes junto, a filha parece condenada a seguir os passos da mãe.
Tem a terceira irmã, advogada, séria, responsável, cintura dura. Com a crise, o marido dela virou dono de casa e cuida da filhota de 6 anos. Ele é muito bom nisso, o que gera crises de insegurança na mãe-que-trabalha-fora.
Tem a terceira irmã, advogada, séria, responsável, cintura dura. Com a crise, o marido dela virou dono de casa e cuida da filhota de 6 anos. Ele é muito bom nisso, o que gera crises de insegurança na mãe-que-trabalha-fora.
E tem o irmão mais novo, produtor musical, descabeçado e gente boa, que descobre que o casinho de fim de semana que teve com uma bailarina 5 anos antes resultou em um filho. A moça simplesmente aparece um dia na casa-barco dele e anuncia que ele é pai de um garoto. Mas ela é linda, o garoto e ele se dão muito bem, então...
Mas, enfim: só falei dessa série aí por que, você sabe, Natal, Natal, bimbalham os sinos, e sinto falta da minha família, dos meus irmãos, das sobrinhas, do Henrique, da minha mãe e dos meus tios, e da grande bagunça que a gente sempre faz nessa época.
E me lembro deles toda vez que vejo essa série, da maneira como a família interage, como a química entre todos eles funciona, apesar das diferenças.
É um consolo. Bobo, mas é um consolo.